Descriminalizar o aborto é discriminar!
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No último dia 29 de maio tivemos esta triste notícia: foram aprovadas pelo STF as pesquisas com seres humanos nos seus primeiros estágios de vida. Um verdadeiro retrocesso ético.
Somos testemunhas de um dos maiores absurdos que já vimos na história: uma grande campanha pró-aborto, promovida por vários interesses. Campanha que tem sido veiculada pelos meios de comunicação social, defendida pelos nossos representantes no parlamento, políticos, e até pelo ministro da saúde (???).
Muitos falam com toda firmeza e justiça contra o preconceito, contra a discriminação (desvalorização e rejeição do outro, do ser humano, do próximo) de raças, de certas categorias sociais, das mulheres, dos negros, dos idosos, etc..
Fala-se também muito contra o preconceito, a discriminação de pessoas com comportamentos no mínimo duvidosos eticamente (homossexualismo, por exemplo). Alguns chegam ao paradoxo de discriminar, chegando a tentar “criminalizar” quem pensa diferente deles, quando exaltam como valor certos comportamentos, acusando de “homofobia”, etc.
Agora vem a campanha para descriminalizar o aborto, ou seja, não incriminar aquele que discrimina agressivamente (matando) o ser humano nos seus primeiros momentos de vida, simplesmente porque ainda não aprendeu a se defender. Lutam para não considerar como crime a prática daquele que não apenas discrimina, mas mata o próximo que ainda não tem a plena aparência humana nos seus primeiros estágios de desenvolvimento humano, mas já é um ser humano, detentor de direitos humanos básicos, particularmente do direito à vida.
Talvez não se sensibilizam em defender o ser humano por não o verem. Mas é um ser humano, pequeno ainda, com toda a potencialidade de desenvolvimento, de crescimento, etc.. São seres humanos como nós, que um dia nascemos embriões, tornamo-nos zigoto, feto, enxergamos a luz, fomos crianças e, hoje, adultos.
Quando nascemos? Eu não fui ser humano no óvulo. Não fui ser humano no espermatozóide. Só passei a ser pessoa no momento da fecundação. Ali eu nasci como ser humano, com as características genéticas que hoje conservo em mim.
Somos hoje adultos, e devemos defender o direito à vida dos outros, principalmente dos indefesos. É lei natural em toda sociedade que se pretenda estável, com segurança para seus cidadãos.
Em si, qualquer ser humano deve ser igual perante a lei e a sociedade, nos seus direitos. E a lei deve garantir e defender a vida de todos como seres humanos, independente da idade, da cor, da condição social. Quanto ao comportamento, a lei deve ser aplicada de acordo com o julgamento da gravidade do(s) ato(s). Não é uma imposição apenas religiosa. É princípio de ética básica. Independe da religião confessada. Ou não confessada. Sem esta base, a sociedade fica sem rumo, sem referência. Se cada um faz a sua ética, viveríamos numa sociedade violenta, insegura, e olharíamos os outros como seres perigosos para nós. Quem nos protegeria se outros não nos valorizassem como pessoas?
Matar um ser humano inocente é crime. E todos sabem que o crime se torna mais absurdo quando o ser humano inocente é vítima completamente indefesa.
É absurdo ético defender, ou descriminalizar o aborto (ou defender a morte de embriões para pesquisas…). Descriminalizar o assassinato de seres humanos indefesos é oficializar a mais terrível das discriminações: rejeitar o valor e o direito individual do outro simplesmente porque tem pouca idade.
Defendamos a vida humana em cada ser humano. Ela vale mais que a vida das árvores, das baleias, dos cães, da tartaruga e até mais que o mico-leão-dourado e que a arara azul!
E, como cristão, que dá um passo a mais, devo ser capaz de, como Jesus, dar a minha vida para que o outro tenha vida.
Pe. Luis